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René Guénon e a Maçonaria: Entre a Espiritualidade e a Filosofia

René Guénon (1886 / 1951) | Cultura Maçónica


René Guénon, admirável pensador e autor espiritualista, frequentemente rotulado de "neo-ocultista", gera discussões entre estudiosos, maçons e não maçons sobre sua ligação com a Maçonaria no século XX.


As suas três obras principais, de entre uma vasta produção escrita, incluem "O Homem e seu Destino Segundo o Vedanta", "O Simbolismo da Cruz", "Oriente e Ocidente" e "Os Múltiplos Estados do Ser", conforme críticos.


É inegável que René Guénon tenha sido membro da Loja Thebah, pertencente à Grande Loja de França, entre 1910 e 1912, conforme registros.


Antes disso, ele esteve associado à "escola hermética" de Papus e a organizações para-maçônicas ligadas ao martinismo, onde passou por várias "pseudoiniciações".


Desde a sus juventude, Guénon acreditava na existência de uma "verdade metafísica" subjacente, presente em todas as grandes tradições espiritualistas e preservada nas culturas orientais.


Esse entendimento levou-o a continuar a sua obra "missionária" no Egito, onde se converteu ao Islão em 1930, afirmando que se sentia "mais em casa" lá do que na Europa.


De acordo com as suas revistas, VERS LA TRADITION e LA GNOSE, Guénon via a Maçonaria como "eclatée" (fragmentada ou expandida) em diversas Obediências e Ritos.


No entanto, ele acreditava que tudo isso poderia ser reunido num "Rito Maçónico" essencial, representando a ordem cósmica universal, onde as diferenças seriam absorvidas na Unidade dos diferentes Graus e Ritos, independentemente de suas características específicas.


É importante respeitar as convicções sinceras e a busca pela "verdade", mas é discutível considerar o pensamento metafísico de Guénon como exemplar ou essencialmente maçónico.


A Maçonaria ocidental, surgida na Inglaterra em 1717 após séculos de conflitos religiosos na Europa, buscava principalmente a PAZ SOCIAL por meio da FRATERNIDADE, promovendo a liberdade de pensamento e a tolerância construtiva.


Conclui-se que o pensamento metafísico de Guénon pode não ser completamente congruente com os princípios fundamentais da Maçonaria Ocidental e sua missão histórica.

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