Maçonaria - É OU PARECE SER

Atualizado: 14 de Out de 2020

Maçonaria - É OU PARECE SER | @José Maurício Guimarães


Dizem que ética e moral se diferenciam na intenção e na publicidade do fato. Melhor dizendo: aquilo que a pessoa não faz porque teme e respeita a lei, a opinião pública ou a sociedade, é comandado pela ética; o que ela não faz porque respeita seus ditames interiores, seria então comandado pela moral. Não pretendo entrar em discussões filosóficas, pois “palavras são palavras, nada mais que palavras”; deixo essas diversões semânticas e filológicas para outros Irmãos que atualmente se especializam no campo da semiologia, da hermenêutica e outros ramos da vetusta sabedoria greco-romana.


Mas, para não deixar passar ao largo questões que constituem as COLUNAS MESTRAS DA MAÇONARIA, trago à reflexão dos especulativos o rumoroso caso que se passou no ano 62 antes de Cristo.


Foi em Roma, no dia 1º de Maio, quando ainda não se falava em dia do trabalho. Transcorriam as alegres celebrações de ‘Bona Dea’, deusa da fertilidade especialmente venerada pelas matronas daquele tempo. Essa festividade, para se evitarem abusos, eram reservadas apenas às mulheres: uma espécie de “clube do Bolinha” ao contrário: meninos não entram.


Na casa de Júlio César, como de costume, promovia-se o ritual festivo em honra da deusa, onde a única menção ao sexo masculino era através da estátua de Baco, deus do vinho e da natureza.


Sula Pompeia, segunda mulher de César, era a anfitriã. A tudo e a todas convidadas Pompeia atendia com obsequiosidade e fina elegância. Jovem e muito bela, ela atraia a atenção das amigas, trajando vestes tênues e diáfanas. E soltava-se, inocente e despreocupada.


Mas o perigo rondava a casa de Júlio César. Um jovem rico e bem aparentado, Clodius Publius, secretamente apaixonado por Sula Pompeia, disfarçou-se de tocadora de harpa e, clandestinamente, teve acesso aos jubilosos salões da realeza. Entre um acorde e outro na harpa – que ele bem fingia saber tocar – Clodius foi chegando para junto de Sula Pompeia... mas, de repente, foi descoberto por Aurélia, mãe de Júlio César. Os guardas foram chamados e, sem que o penetra conseguisse esboçar seus objetivos, foi jogado na rua como intruso mediante certeiro pontapé no traseiro desferido pelo chefe da guarda pretoriana.


No dia seguinte, ao saber da intromissão e de todo o acontecido, Júlio César decretou imediatamente seu divórcio de Pompeia. E, para o espanto de todos, chamou Clodius Publius ao tribunal – não para puni-lo, mas para depor como testemunha contra a mulher Pompeia Sula.


– “Por que te divorcias da tua mulher?” – perguntaram os senadores – uma vez que a acusas de suposto sacrilégio? Nada contra ela foi comprovado e mesmo Clodius Publius confirma não a ter sequer tocado!

A resposta de César calou a todos:

– À mulher de César não basta ser honesta! Ela deve estar acima de qualquer suspeita e em tudo PARECER HONESTA.

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