Maçonaria: "EU sou UM MAÇON REGULAR E TRADICIONAL" (parte II)


"EU sou

UM MAÇON REGULAR E TRADICIONAL".| extraído do site www.glantigos.org

O Volume da lei Sagrada

Podemos prescindir com boa vontade da presença da Bíblia no altar dos juramentos para substitui-la por um volume da Lei Sagrada, sem especificação?

Isto significa desconhecimento do Rito Escocês Antigo Aceite, cujas lendas temáticas, em todos os graus, referem-se a episódios da Bíblia, começando pela construção do Templo de Salomão.

Desde a sua fundação, a Maçonaria é de inspiração judaica-cristã.

Pertencemos a Lojas de S. João, como testemunha o Volume da Lei Sagrada, aberto no prólogo do 4.o Evangelho. Podemos procurar esse evangelho noutro qualquer livro sagrado, mas não encontraremos a menção dele. O único caso em que se pode tolerar a presença de outro Volume da Lei Sagrada, junto à Bíblia, é o do momento da prestação do juramento de um profano, no dia da iniciação, se pertence a uma religião diferente. Mas a presença da Bíblia é essencial, junto ao Esquadro e o Compasso, ostentando as três grandes luzes da maçonaria. A Bíblia representa um símbolo magno do Rito Escocês Antigo e Aceite e não o livro de qualquer religião revelada, mesmo que seja a sua.

A Bíblia

A Bíblia não pode ser substituída por um livro em branco, ou até pelo livro da Constituição, como se faz noutros ritos.

Um livro em branco não é senão o arquétipo carente de sentido.

A Maçonaria concilia as religiões dogmáticas e as religiões que não reconhecem a existência de um Deus criador ou de um demiurgo. Daí a sua capacidade para “reunir o que está disperso”, definição lapidar do universalismo do Rito Escocês Antigo e Aceite que permite ascender do incognoscível ao cognoscível, de vincular o visível e o invisível, de propor uma união do humano com o divino.

Certos ritos, que confundem religião e sentimento religioso, não nos mostram este símbolo. O Rito Escocês Antigo e Aceite não é o substitutivo de uma religião, pela bela razão de que não nos entrega uma verdade revelada e de que não vamos à Loja para adorar nela o Eterno.

Trabalhar em sua glória e praticar a evocação do Grande Arquitecto do Universo põe-nos no caminho do transcendente, cabendo-nos a cada um de nós interpretar esse símbolo em função do nosso próprio entendimento.

O Volume da lei Sagrada é, por definição, o símbolo da Tradição no nosso Rito. Porém, Tradição significa transmissão.

A Grande Loja dos Antigos reconhece e proclama a existência de um Princípio criador, reconhecido como o Grande Arquitecto do Universo. Mas dizer princípio é dizer a primeira causa activa e original e que está perfeitamente de acordo com o conceito de Grande Arquitecto do Universo, ao mesmo tempo símbolo menos redutor e menos determinante que a interpretação de Deus revelado das religiões e enfoque metafísico acessível à razão humana.

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