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Luísa e a Magia Natalícia

Luísa e a Magia Natalícia

 

Na acolhedora cidade de Bragança, onde o inverno pintava as ruas com o branco da neve, vivia uma menina chamada Luísa. Com nove anos de idade e uma paixão pela leitura, Luísa era conhecida por todos como uma aluna brilhante.


Num dia frio de dezembro, Luísa recebeu um convite especial. Era um desafio: escrever um conto de Natal sobre as festividades da sua cidade.


Animada, Luísa agarrou na caneta e no papel, ansiosa para criar uma história mágica sobre os encantos natalícios de Bragança.


Sentada junto à lareira, com a árvore de Natal a piscar luzinhas multicoloridas, Luísa começou a imaginar um conto cheio de magia.


A história desenrolava-se pelas ruas estreitas da cidade, onde personagens encantados e renas mágicas tornavam Bragança num lugar único.


Na véspera de Natal, Luísa terminou o seu conto e enviou-o para o concurso. Mal sabia ela que a magia do Natal estava prestes a tornar o seu conto uma realidade.


Na noite de Natal, uma luz dourada envolveu a cidade, e o conto de Luísa ganhou vida.


O relógio da torre da Sé de Bragança badalava a meia-noite quando a magia começou.


A luz dourada do livro encantado de Luísa, espalhando-se pelas ruas estreitas da cidade, transformava cada pedra, cada floco de neve, num feixe de luz.


As personagens do conto saltaram das páginas e dançaram sob a luz do luar.


Nesta noite gelada em Bragança, enquanto a cidade dormia, algo extraordinário aconteceu.


O valente boneco de neve, construído por um grupo de crianças na praça da Sé, ganhou vida com a luz de uma estrela cadente.


O boneco de neve, agora chamado de Xavier, levantou-se do chão e começou a explorar a cidade coberta de neve.

 

Ao atravessar as ruas iluminadas pela luz da lua, Xavier encontrou o cavaleiro de Marfim, que piscava os olhos de açúcar de forma amigável. Juntos, decidiram partilhar na missão para trazer a magia ao Natal de Bragança.


As renas mágicas juntaram-se à festa, relinchando de alegria. Os elfos invisíveis, normalmente tímidos e esquivos, desceram dos topos das árvores para se juntarem também à festa.


Com as suas flautas mágicas, começaram a tocar músicas encantadas que ecoavam por toda a cidade, despertando os habitantes do seu sono profundo.


A notícia da maravilhosa transformação espalhou-se rapidamente, e os residentes de Bragança, curiosos e entusiasmados, juntaram-se à comitiva mágica.


As crianças riam enquanto as renas mágicas ofereciam passeios pela cidade e os adultos se maravilhavam com a dança graciosa dos elfos invisíveis.


No átrio da Sé de Bragança, Xavier, o cavaleiro de Marfim, as renas mágicas e os elfos invisíveis prepararam um espetáculo surpresa.


À medida que liam as palavras mágicas, sentiam a alegria e a esperança a encher os seus corações.


Era como se Luísa tivesse desbloqueado a verdadeira magia do Natal para toda a cidade.

Na manhã de Natal, Bragança acordou sob um manto de neve brilhante, e o espírito natalício estava mais forte do que nunca.


Luísa, a pequena contadora de histórias, tornara-se a heroína da cidade, oferecendo-lhes o presente mais especial de todos: a magia da imaginação e a beleza dos contos de Natal.


À medida que a música enchia o ar, os flocos de neve começaram a dançar em redor deles, criando um espetáculo de luzes brilhantes, enquanto esperavam pelos habitantes de Bragança. Estes, despertos pelo brilho celestial, saíram para as ruas, esfregando os olhos incrédulos. Famílias inteiras, vestidas com os seus melhores agasalhos, seguiram a luz dourada que as guiava até à praça da Sé.


Quando lá chegaram, encontraram uma bola de Natal agora resplandecente, com as suas luzinhas piscando em sintonia com a música mágica.


Aqui, descobriram cópias do conto de Luísa, agora transformadas em livros encantados.


E assim, todos os anos, Luísa aguardava com expetativa pela noite em que o valente boneco de neve ganhava vida, a magia enchia as ruas de Bragança e um novo conto de Natal sairia vencedor.


@ Luísa é o pseudónimo de CA, com 9 anos de idade e a viver em Bragança.


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