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Havdalá: o ritual judaico que separa o sagrado do profano

  • 30 de mai.
  • 1 min de leitura

A Havdalá é uma das cerimónias mais belas do calendário judaico. Realiza-se no final do Shabat — ao pôr-do-sol do sábado, quando surgem as primeiras estrelas — e marca a transição entre o tempo sagrado e o tempo ordinário. A palavra hebraica «havdalá» significa exactamente isso: separação, distinção, diferenciação.


A cerimónia usa quatro elementos: uma vela de múltiplas chamas, vinho, especiarias aromáticas e a bênção recitada. A vela ilumina o fim do Shabat. O vinho santifica a transição. As especiarias destinam-se a consolar a alma pelo fim do dia de repouso sagrado. E a bênção declara a separação entre o sagrado e o profano, entre a luz e a escuridão, entre o sétimo dia e os seis dias de trabalho.


Para a Maçonaria, este ritual tem ressonâncias profundas. A própria estrutura da iniciação maçónica é uma sequência de passagens e de separações: o candidato deixa o mundo profano para entrar num espaço sagrado, e depois retorna ao mundo transformado pela experiência. A ideia de que existem momentos e espaços qualitativamente diferentes — e que a passagem entre eles merece ser assinalada ritualmente — é partilhada por muitas tradições espirituais.


O My Fraternity partilha a Havdalá com respeito e reconhecimento: como expressão da riqueza espiritual da tradição judaica, e como lembrança de que a fraternidade genuína começa pelo interesse na experiência interior do outro.


Templo Judaico e a Vestimenta dos Seu Membros
O ritual judaico que separa o sagrado do profano

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