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Moda e identidade: o vestuário como linguagem simbólica

30 de mai.
1 min de leitura

A moda raramente é tratada como tema sério nos espaços de reflexão institucional. É associada à superficialidade, ao consumo, à vaidade — tudo o que uma instituição como a Maçonaria, com a sua ênfase na substância sobre a aparência, tenderia a rejeitar. Mas esta leitura é simplista. O vestuário é, em todas as culturas e em todos os tempos, uma linguagem simbólica de grande complexidade.


A própria Maçonaria usa o vestuário com intencionalidade simbólica. O avental maçónico — herdado dos construtores medievais — é talvez o símbolo mais imediatamente reconhecível da irmandade. Mas há também as luvas brancas, os colares de cargo, as jóias de Loja: todo um sistema de indumentária ritual que comunica posição, função e compromisso dentro da instituição.


O vestuário diz quem somos — ou quem queremos ser visto como. Diz a que grupo pertencemos, que valores queremos projectar, que relação temos com o corpo e com a presença pública. Quando um Maçom veste o avental na Loja, não está apenas a cumprir um protocolo: está a afirmar a sua pertença a uma comunidade e a sua aceitação dos seus valores e práticas.


A moda — entendida não como tendência de temporada mas como sistema de comunicação através do vestuário — é, neste sentido, um tema que merece atenção intelectual séria. O My Fraternity aborda-a com o interesse de quem reconhece no símbolo visual uma forma de conhecimento que o texto não esgota.

o vestuário como linguagem simbólica. Mulheres e homens vestidos numa linguagem simbólica
O vestuário como linguagem simbólica

1 comentário


Membro desconhecido
24 de ago.

The “undiscovered” brief is a smart way to frame emerging talent because it asks the audience to arrive without relying on familiar labels. Featuring 20 artists across two sold-out Melbourne Fashion Week shows also gives new work a public context instead of leaving it visible only inside a studio. That kind of runway matters for material experimentation, whether a designer is exploring unconventional tailoring, sculptural textiles or hand-woven chainmail tops. Joe Eddy returning for a second show adds a nice sense of continuity to a program built around discovery.

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