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Swift e a Maçonaria: laços históricos entre música e irmandade

  • 22 de mai. de 2021
  • 1 min de leitura

Atualizado: 30 de mai.

Jonathan Swift — o autor de «As Viagens de Gulliver» e um dos maiores satiristas da língua inglesa — viveu numa época em que a Maçonaria especulativa dava os seus primeiros passos. A Grande Loja de Londres foi fundada em 1717; Swift foi contemporâneo dos seus fundadores e conheceu de perto o universo intelectual e social em que a Maçonaria nasceu.

A relação entre a literatura, a música e a Maçonaria no século XVIII é um tema fascinante e pouco explorado fora dos meios académicos especializados. Mozart foi Maçom e compôs música especificamente para contextos maçónicos, incluindo a Flauta Mágica, cujo libreto é atravessado de simbolismo iniciático. Haydn era próximo de vários Maçons. Pope, Voltaire, Montesquieu — a lista de figuras do Iluminismo com ligações maçónicas é longa.

Este entrelaçamento entre criação artística e cultura iniciática não é casual. A Maçonaria do século XVIII era, em grande medida, um espaço de cultura: um lugar onde médicos, advogados, comerciantes, artistas e aristocratas se encontravam fora das hierarquias sociais rígidas da época, discutiam ideias e cultivavam uma visão do mundo que valorizava a razão, a liberdade e a fraternidade.

O My Fraternity evoca esta dimensão histórica com a convicção de que a Maçonaria é, na sua melhor expressão, uma instituição cultural. E a cultura — a literatura, a música, as artes — é um dos seus territórios naturais de influência e de presença.

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