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Cartoon maçónico: o traço como forma de pensar a irmandade

  • 1 de dez. de 2021
  • 1 min de leitura

Atualizado: 30 de mai.

O cartoon tem uma propriedade que poucos meios de comunicação partilham: a capacidade de dizer em poucos traços o que um longo texto não consegue. A síntese visual — uma imagem, um gesto, uma expressão — pode capturar uma contradição, iluminar uma absurdidade ou revelar uma verdade que o discurso directo obscurece.

O cartoon maçónico tem uma história rica e contraditória. Durante séculos, o desenho satírico foi usado contra a Maçonaria — para a ridicularizar, para a associar a conspirações imaginárias, para transformar os seus rituais em espectáculo burlesco. Mas há também uma tradição de cartoon feito de dentro, por Maçons ou por simpatizantes que conhecem o universo que retratam com afecto e inteligência.

Este segundo tipo de cartoon é especialmente valioso. Usa o humor não para destruir mas para iluminar: para mostrar o lado humano de uma instituição que por vezes se leva demasiado a sério, para recordar que por baixo dos rituais e das fórmulas há pessoas com as suas fragilidades e as suas contradições.

O My Fraternity valoriza esta tradição. A Maçonaria que não consegue sorrir de si própria — que não reconhece as suas próprias limitações com humor e com afecto — é uma Maçonaria que perdeu uma parte essencial do seu equilíbrio. O cartoon é um antídoto ao excesso de solenidade.

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