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Uma homenagem à Maçonaria: «Pedreiros de Deus»

  • 4 de mar. de 2017
  • 1 min de leitura

Atualizado: 30 de mai.

O título «Pedreiros de Deus» não é uma metáfora piedosa. É uma descrição precisa de uma vocação que a Maçonaria herdou dos construtores medievais e transformou em linguagem iniciática: a de quem trabalha para erguer algo que não se conclui numa só vida, que exige paciência, rigor, transmissão e humildade.

Cada Maçom é um pedreiro no sentido mais profundo — não porque usa maço e cinzel, mas porque aceita que o edifício que constrói é maior do que ele, que os alicerces foram lançados por outros e que as abóbadas serão fechadas por quem vier depois.

A expressão foi usada como homenagem à Maçonaria numa obra que o My Fraternity acolheu com reconhecimento. Porque há algo de raro num título assim: a disposição de olhar para uma instituição frequentemente caricaturada ou ignorada e encontrar nela, sem ironia, sem condescendência, a dignidade de uma tradição de trabalho e de sentido.

A Maçonaria não é perfeita. Nenhuma instituição humana o é. Mas tem em si uma aspiração que merece ser tratada com seriedade: a de que os homens podem reunir-se à volta de valores partilhados, trabalhar em silêncio pelo bem comum, e transmitir às gerações seguintes um mundo ligeiramente mais justo, mais livre e mais fraterno do que aquele que receberam.

«Pedreiros de Deus» é, nesse sentido, uma homenagem que vai além da Maçonaria. É uma homenagem à ideia de que o trabalho humano tem sentido quando serve algo maior do que o trabalhador. É uma ideia antiga. É uma ideia necessária.

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