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Simbolismo Maçónico: Significado dos Símbolos Maçónicos e a sua História

O que é a Maçonaria e o seu valor pela tradição e ensinamentos


A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que valoriza os ensinamentos morais e filosóficos através de simbolismo e rituais. Como tal, a simbologia é uma parte fundamental da tradição maçónica e é usada para transmitir conceitos e ideias de forma alegórica.


Os símbolos maçónicos são numerosos e variados, e muitos têm múltiplos significados, dependendo do contexto e do nível de conhecimento do iniciado.


Simbolismo Maçónico: o que é e sua importância


Alguns dos símbolos mais comuns incluem o esquadro e o compasso, a régua, o avental, a pedra bruta e a pedra cúbica, a estrela flamígera, a letra G, entre outros.


Simbolismo maçónico - Os principais símbolos maçónicos e os seus significados


O esquadro e o compasso são talvez os símbolos mais conhecidos e representam a busca pela perfeição moral e espiritual.


O esquadro é usado para fazer ângulos retos e é um símbolo da retidão e da justiça, enquanto o compasso é usado para traçar círculos e representa a unidade e a harmonia.


A régua é um símbolo da medida e é usada para indicar a necessidade de moderação e autocontrole na vida.


O avental é um símbolo de pureza e inocência, e é usado para representar a responsabilidade que os maçons têm de proteger a sua integridade moral.


A pedra bruta e a pedra cúbica representam a natureza humana antes e depois da educação moral, respetivamente.


A pedra bruta é áspera e irregular, simbolizando o homem no seu estado natural e imperfeito, enquanto a pedra cúbica é perfeitamente polida e representa o homem após ter recebido a educação moral maçónica.


A estrela flamígera é um símbolo de luz e conhecimento, e é frequentemente associada à busca pela verdade e pela sabedoria.


A letra G representa a geometria, a qual é usada para simbolizar a ordem e a harmonia do universo. Há quem defenda que representa o "Principio Criador".


A história do simbolismo maçónico

O simbolismo maçónico é uma parte essencial da tradição maçónica, e é usado para transmitir conceitos e ideias de forma alegórica.


Os símbolos maçónicos são numerosos e variados, cada um com seu próprio significado e contexto, e são usados para ensinar lições morais e filosóficas aos iniciados na Maçonaria.


O simbolismo maçónico tem uma longa história, que remonta aos primórdios da Maçonaria especulativa no século XVII.


Naquela época, a Maçonaria era uma sociedade de construtores de edifícios, mas gradualmente evoluiu para uma fraternidade iniciática que se concentra em ensinamentos morais e filosóficos.


Os símbolos maçónicos foram incorporados na tradição da Maçonaria especulativa durante o século XVIII, com a publicação de vários livros que explicavam o seu significado e uso.


Um dos primeiros desses livros foi "A Maçonaria Dissecada", publicado em 1730 por Samuel Prichard, que descreveu o uso de símbolos maçónicos na iniciação de novos membros.


Outro livro importante foi "The Constitutions of the Free-Masons", publicado em 1723 por James Anderson, que incluía uma série de símbolos maçónicos e suas explicações.


Estes livros tornaram-se fundamentais para a compreensão do simbolismo maçónico, e a sua influência é sentida até hoje.


A influência das tradições esotéricas e herméticas na Maçonaria

O simbolismo maçónico também foi influenciado pelas tradições esotéricas e herméticas que eram populares na Europa na época em que a Maçonaria especulativa estava a desenvolver-se.


Estas tradições enfatizavam o uso de símbolos para transmitir ideias complexas e abstratas, e muitos dos símbolos maçónicos refletem esta influência.


Ao longo dos anos, a Maçonaria desenvolveu uma série de rituais que incorporam o simbolismo maçónico. Estes rituais são usados para transmitir ensinamentos e valores morais e filosóficos aos iniciados na Maçonaria.


Os símbolos maçónicos são usados nestes rituais para representar ideias abstratas e complexas de uma forma visualmente compreensível.


Além disso, a Maçonaria tem um sistema de graus que os membros podem atingir ao longo de suas vidas maçónicas. Cada grau tem seu próprio conjunto de ensinamentos e símbolos, e os membros só têm acesso a estes símbolos à medida que progridem nos graus.


O simbolismo maçónico tem uma longa história e é um aspeto fundamental da tradição maçónica.


Os símbolos maçónicos são usados para transmitir ensinamentos morais e filosóficos aos membros da fraternidade, e são incorporados em rituais que fazem parte da iniciação e da progressão nos graus da Maçonaria.


Bibliografia:


  • "A Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard;

  • "The Constitutions of the Free-Masons" de James Anderson


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