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Massonería in vignette: quando o cartoon ilumina o que o texto não alcança

  • 23 de fev. de 2019
  • 1 min de leitura

Há uma tradição longa de cartoons e vinhetas sobre a Maçonaria. Nem sempre amigável — durante séculos, o desenho satírico foi um dos instrumentos preferidos de quem queria ridicularizar ou demonizar a irmandade. Mas há também uma tradição de cartoon maçónico feito de dentro: que usa o humor e o traço para iluminar aspectos da vida fraterna que o discurso solene por vezes obscurece.

«Massonería in vignette» é um projecto italiano — e a escolha do italiano não é casual. A Itália tem uma relação particularmente densa com a Maçonaria: histórica, política, cultural. Uma relação feita de fascínio e de suspeita, de perseguição e de reabilitação, de grandes figuras maçónicas na história do Risorgimento e de episódios sombrios que mancharam a reputação da irmandade no século XX.

Fazer cartoons sobre este mundo é, nesse contexto, um acto de coragem intelectual e de distância crítica. Significa olhar para dentro com honestidade, reconhecer as contradições e as absurdidades que qualquer instituição humana contém, e usar o humor não para destruir mas para purificar.

O My Fraternity acompanhou «Massonería in vignette» com o interesse de quem reconhece na ironia um instrumento legítimo de reflexão. A Maçonaria que não consegue rir de si própria — com inteligência, com medida, com afecto — é uma Maçonaria que perdeu a leveza que a fraternidade genuína exige.

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