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História da Maçonaria na Sérvia: Unindo a Tradição e a Renovação

Ressurgimento da Maçonaria na Sérvia: Um Olhar Sobre a sua História e Atualidade.


Na Sérvia, a história da maçonaria tem raízes que remontam a 1785, com o surgimento de uma loja maçónica em Belgrado, embora a data seja aproximada e baseada em fontes otomanas.


Naquela época, a Sérvia estava sob o domínio conjunto da Áustria e dos Turcos, e as lojas maçónicas existentes estavam intimamente ligadas às potências ocupantes.


Somente nas décadas de 1870-1880, quando o país proclamou a sua independência, surgiram as primeiras lojas maçónicas verdadeiramente sérvias.


No entanto, essas lojas operavam sob a proteção do Grande Oriente da Itália.


Foi apenas após a independência que a maçonaria começou a ganhar influência nas elites do país.


Figuras proeminentes, como o escritor Svetomir Nikolajević, que se tornou Primeiro Ministro do Reino da Sérvia em 1894, eram membros ativos das lojas maçónicas.


A loja "Pobratim" (Os Irmãos de Sangue) desempenhou um papel importante nas mudanças políticas após o golpe de 1903, que levou Pierre Karadjordjevic ao poder.


Sob o reinado de Pierre I, a maçonaria na Sérvia passou por uma grande transformação, incluindo a criação de um Supremo Conselho que unificou todas as lojas do país, exceto a loja "Ujedinjenje" (A União), que estava ligada ao Grande Oriente da França.


Após a Primeira Grande Guerra, quando a Sérvia lutou ao lado dos seus aliados em vários frentes, as lojas maçónicas, que haviam se mantido em silêncio durante o conflito, ressurgiram com vigor, agora no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, e a partir de 1929, no Reino da Jugoslávia.


Durante esse período, muitos líderes religiosos, incluindo dignitários da Igreja Ortodoxa, padres católicos e rabinos, eram membros ativos da maçonaria.


No entanto, a Segunda Grande Guerra trouxe tempos sombrios para a Sérvia, com a ocupação alemã, o extermínio dos judeus e o massacre de milhares de sérvios na Croácia pelo regime clérigo-fascista dos Ustaše de Ante Pavelić, após o assassinato do rei Alexandre I e do ministro francês das Relações Exteriores Louis Barthou, em Marselha em 1934.


Após a guerra, o líder comunista Tito manteve a proibição da maçonaria, que só foi levantada após sua morte em 1980.


A maçonaria sérvia começou a reconstituir-se no início dos anos 2000 e atualmente reúne cerca de quinze mil membros, distribuídos entre diversas obediências, incluindo a Grande Loja Regular da Sérvia, a Grande Loja Liberal da Sérvia, o Grande Oriente da França, a Grande Loja de França e a Grande Loja Feminina da França.


Embora as relações entre os maçons sérvios e as obediências europeias sejam amistosas, questões como os bombardeios de Belgrado pela NATO em 1998 e a perda de Kosovo ainda geram controvérsia.


O ressurgimento da maçonaria na Sérvia é um capítulo intrigante da história do país, onde a procura pela verdade, fraternidade e liberdade continua a desempenhar um papel significativo na sociedade contemporânea.

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